Kids Like Us, curta de Luke Jaden e Richie Hawtin lançado pelo NOWNESS em 17 de junho de 2025, retorna à cultura techno de Detroit do começo dos anos 1990. A produção foi filmada em 35 mm e constrói sua narrativa ao redor de energia, graves e comunidade.

Richie Hawtin durante apresentação no Ikarus Festival
Foto: Christian Schnitzel / Festivalraver22002, 2018 · CC BY-SA 4.0 · fonte. Arquivo preservado; enquadramento adaptado por CSS.

Memória sem formato de aula

O filme não precisa funcionar como cronologia completa para ter valor documental. Ao escolher personagens, textura de película e situações inspiradas naquele período, ele aproxima o espectador de uma atmosfera social — lugares, encontros e sensação de descoberta — que listas de equipamentos não conseguem registrar sozinhas.

A participação de Hawtin liga o projeto à experiência de um artista que cruzava a fronteira entre Windsor e Detroit e começava a desenvolver Plastikman. Essa perspectiva é situada, não total: é uma porta de entrada para uma história construída por muitas comunidades e protagonistas.

Tecnologia como meio de memória

Há um contraste produtivo entre tema e suporte. Uma cultura associada a máquinas eletrônicas é revisitada por película fotoquímica. Em vez de transformar 35 mm em fetiche, o curta usa granulação, luz e montagem para falar de materialidade e tempo.

Para a editoria Tech, esse é o ponto mais interessante: tecnologia não aparece apenas como ferramenta de produção musical, mas como escolha narrativa capaz de alterar a forma como uma cena é lembrada.

Nota editorial: este texto foi redigido pela NIGHT ISSUE a partir das fontes abaixo. Não reproduz integralmente nenhuma reportagem, release ou biografia de terceiros e não implica vínculo ou endosso dos artistas citados.
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